sexta-feira, 18 de março de 2011

Transplante

Transplante, no sentido literal, significa “ato ou ação de arrancar (planta, árvore) de um lugar e plantar em outro, ou introduzir na terra as raízes de uma planta pequena para que se desenvolva, cresça e amadureça”. Deriva do latim transplantare, que na ciência médica significa “transferir órgão ou porção deste de uma para outra parte do mesmo indivíduo, ou ainda, de indivíduo vivo ou morto para outro indivíduo. É o ato ou efeito de transplantar”.


O transplante de órgãos, tecidos e partes do corpo humanom assinala esse avanço no campo da medicina, com progressos espetaculares. Tem a finalidade de prolongar ou melhorar as condições de vida de pessoas afetadas por enfermidades nas quais existe um dano irreversível de algum órgão ou tecido. O transplante de órgãos como coração, fígado e pulmão pode salvar a vida da pessoa. No caso de outros órgãos, como córneas e rins, o transplante melhora a qualidade de vida.

Não podem ser considerados dadores, pessoas portadoras de doenças infecciosas incuráveis, cancro ou doenças que pela sua evolução tenham comprometido o estado do órgão.

Tipos de transplantes


A intensidade de resposta imune pode variar de acordo com o tipo de transplante.


Auto-transplante: tecido transferido de um local do corpo para outro sítio do próprio corpo ou utilização de células estaminais do cordão umbilical, por exemplo, excertos de pele.


Transplante Isogénico: transferência de órgãos ou tecidos entre indivíduos idênticos, como gémeos homozigóticos sem que ocorra rejeição.


Transplante Alogénico: neste tipo de transplantes são realizados entre indivíduos da mesma espécie, geneticamente diferentes, por exemplo, transplante de medula, que iremos referir posteriormente.



Transplantes Xenogénico: os tecidos ou órgãos são transplantados entre espécies diferentes, sendo obviamente um tipo de transplante com elevado grau de rejeição. No entanto, poderá ser uma alternativa no futuro, uma vez que há uma falta significativa de órgãos doados.


Fonte: BANDEIRA, Ana Cláudia Pirajá. A questão jurídica do consentimento no transplante de órgãos. Curitiba: Juruá, 2001.


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