segunda-feira, 21 de março de 2011

Tipagem sanguínea

O princípio básico do teste é a aglutinação observada a olho nu. Hemácias que possuem antígeno A aglutinam-se em presença de anti-A; hemácias que possuem antígeno B, aglutinam-se em presença de reagente anti-B. Caso ocorra aglutinação para anti-A e anti-B o sangue será AB e se não aglutinar na presença dos dois é O.

Tabela da tipagem sanguínea:






domingo, 20 de março de 2011

Antígenos e Imunógenos

 O sistema imunitário se diferencia em mecanismos inespecíficos de defesa realizados por dois fatores básicos: a especificidade e a memória imunológica. 

 Capacidade que uma substância tem de se ligar aos componentes do sistema imune antígeno.Uma substância que reage com os produtos de uma resposta imune específica.
Um antígeno é qualquer substância estranha - a proteína da membrana de uma bactéria, por exemplo - capaz de desencadear uma reação imunológica. Ao encontrar antígenos, células T multiplicam-se, liberando moléculas que estimulam outras células do sistema imunológico (inclusive outras células T) a se desenvolver.
Imunógenos: uma  substância  que é capaz de gerar (indutor) uma resposta imune.


Ambos relacionados ao potencial do sistema de reconhecer e combater partículas, estimulando uma resposta imune contra elementos: partículas, substâncias ou micro-organismos estranhos ao corpo humano (antígenos). Já os anticorpos são proteínas produzidas pelos plasmócitos (imunoglobulinas), em resposta à presença de um antígeno. 

Antígenos e anticorpos são específicos. Isto quer dizer que cada antígeno estimula a produção de anticorpos direcionáveis apenas à sua própria molécula. Assim, cada anticorpo pode inibir ou neutralizar apenas o antígeno contra o qual ele foi criado. 






sexta-feira, 18 de março de 2011

Transplante

Transplante, no sentido literal, significa “ato ou ação de arrancar (planta, árvore) de um lugar e plantar em outro, ou introduzir na terra as raízes de uma planta pequena para que se desenvolva, cresça e amadureça”. Deriva do latim transplantare, que na ciência médica significa “transferir órgão ou porção deste de uma para outra parte do mesmo indivíduo, ou ainda, de indivíduo vivo ou morto para outro indivíduo. É o ato ou efeito de transplantar”.


O transplante de órgãos, tecidos e partes do corpo humanom assinala esse avanço no campo da medicina, com progressos espetaculares. Tem a finalidade de prolongar ou melhorar as condições de vida de pessoas afetadas por enfermidades nas quais existe um dano irreversível de algum órgão ou tecido. O transplante de órgãos como coração, fígado e pulmão pode salvar a vida da pessoa. No caso de outros órgãos, como córneas e rins, o transplante melhora a qualidade de vida.

Não podem ser considerados dadores, pessoas portadoras de doenças infecciosas incuráveis, cancro ou doenças que pela sua evolução tenham comprometido o estado do órgão.

Tipos de transplantes


A intensidade de resposta imune pode variar de acordo com o tipo de transplante.


Auto-transplante: tecido transferido de um local do corpo para outro sítio do próprio corpo ou utilização de células estaminais do cordão umbilical, por exemplo, excertos de pele.


Transplante Isogénico: transferência de órgãos ou tecidos entre indivíduos idênticos, como gémeos homozigóticos sem que ocorra rejeição.


Transplante Alogénico: neste tipo de transplantes são realizados entre indivíduos da mesma espécie, geneticamente diferentes, por exemplo, transplante de medula, que iremos referir posteriormente.



Transplantes Xenogénico: os tecidos ou órgãos são transplantados entre espécies diferentes, sendo obviamente um tipo de transplante com elevado grau de rejeição. No entanto, poderá ser uma alternativa no futuro, uma vez que há uma falta significativa de órgãos doados.


Fonte: BANDEIRA, Ana Cláudia Pirajá. A questão jurídica do consentimento no transplante de órgãos. Curitiba: Juruá, 2001.


quarta-feira, 9 de março de 2011

A relação dos orgãos linfoides secundários na resposta adquirida

O sistema imunitário engloba o conjunto de defesas contra microrganismos e células estranhas ao nosso organismo. Constituído por duas linhas de defesa: específica e não específica.
Os Linfócitos São as Bases da Imunidade Adquirida
A imunidade adquirida é o produto do sistema linfático do organismo. As pessoas que possuem carência genética de linfócitos ou aquelas cujos linfócitos foram destruídos por irradiação ou drogas não podem desenvolver imunidade adquirida. E, dias após o nascimento, essas pessoas morrem por infecção bacteriana fulminante, salvo se tratadas com medidas heróicas. Conseqüentemente, torna-se claro que os linfócitos são essenciais para sobrevivência do ser humano.
Os linfócitos estão localizados amplamente nos linfonodos, mas também são encontrados em tecidos linfóides, especiais tais como o baço, áreas da submucosa do trato gastrintestinal e na medula óssea. O tecido linfóide está distribuído favoravelmente no organismo para interceptar os organismos invasores ou toxinas antes que possam disseminar-se amplamente. Em muitos casos o agente invasor primeiramente penetra nos líquidos teciduais e, então, é carregado via vasos linfáticos para o linfonodo ou outro tecido linfóide. Por exemplo, o tecido linfóide do trato gastrintestinal é logo exposto aos antígenos que invadem o intestino. O tecido linfóide da garganta e faringe (as tonsilas e adenóides) está bem localizado para interceptar os antígenos que penetram via trato respiratório superior. O tecido linfóide nos linfonodos está exposto aos antígenos que invadem os tecidos periféricos do corpo. E, finalmente, o tecido linfóide do baço e medula óssea desempenha o papel específico de interceptar agentes antigênicos que conseguiram alcançar o sangue circulante.
Dois tipos de Linfócitos Promovem, Respectivamente, a Imunidade Celular e a Imunidade Humoral – Os Linfócitos T e B.
Embora a maioria dos linfócitos no tecido linfóide normal pareça semelhante quando estudados ao microscópio, estas células são divididas em duas grandes populações distintas. Uma das populações, os Linfócitos T, é responsável pela formação de linfócitos ativados produzem a imunidade celular, e a outra população, os linfócitos B, é responsável pela formação de anticorpos que proporcionam a imunidade humoral.
Ambos os tipos de linfócitos são derivados originalmente do embrião, a partir de células-tronco hemopoéticas pluripotenciais que diferenciam e originam os linfócitos. Os linfócitos formados finalmente se localizam no tecido linfóide, mas previamente sofrem diferenciação adicional ou são pré-processados da seguinte maneira.
Os linfócitos destinados a formar linfócitos T ativados primeiro migram e são pré-processados no timo, daí serem chamados de linfócitos T. Eles são responsáveis pela imunidade celular.
A outra população de linfócitos – os linfócitos B, destinados a formação de anticorpos - são pré-processados no fígado, durante a metade da vida fetal, e na medula óssea, durante o final da vida fetal e após o nascimento. Esta população celular foi inicialmente descoberta nas aves, nas quais o pré-processamento ocorre na bolsa de Fabricius, uma estrutura ausente nos mamíferos. Por esta razão, estes linfócitos são chamados de linfócitos B, e são responsáveis pela imunidade humoral.